Corpos do rio

sexta-feira, março 23, 2012

23.03.2012


O Cheiro que tu exalas parece vir diretamente do ralo que és tua boca.
 As pétalas de tua língua caem no chão como estrume e adubo que cultiva o fedor
de sua alma fétida que me impede de fazer rimas belas.

Porque não te calas? Não percebes que de todo excremento vil nascera no relento
amargura? Que de todo o volume desse estrume nascera d’a montanha o cume
que cairá sobre tu? Fecha-te a boca, se não desejas pragas, Fecha-te coração.

Qualquer exímio odor da fragrância de tua arrogância será duradouro.
Sucumbira logradouro outro, quando seu verbete me furar de novo como mosquete
minhas rimas terão valido ouro.
                               23.03.2012 - Felipe Rodrigues

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