Corpos do rio

terça-feira, março 13, 2012

12.03.2012

O papel na gaveta torna-se amarelo
deixando o escrito cinza . Como um saraiva
que cai, e leva lembranças em farelos 

na chuva forte, rubra de raiva.
Lembro daquele outro tom de vermelho,
aquele que fazia minha emoção escrava

de você. Por um sentimento não parelho
que foi estragado pelo esquecimento
de um beijo e roubando, Velho

e arrependido perante momento especial.
Que não mais comporta
para você. O papel escrito se torna agora irreal.

Já que para você, sobre mim, pouco importa, mesmo eu sentindo sua falta.
12.03.2012 – Felipe Rodrigues

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