Corpos do rio

quarta-feira, março 07, 2012

07.03.2012







Não diga palavras e não me beije
Se no seus labios há veneno.
não me faça carinho, se sua pele hoje
parece-me feno.


Se você não for veras
Não cria-me embuste.
Sua presença é para mim fera,
cruel e triste

brotadas de fragmentos que não viram esconjuro.
Esse meu coração febril
cria um pessoa doente e com coração puro.
Puro sofrimento. O sofrer torna-me vil

por me apegar à seus fantasmas,
em saudades desenfreadas,
em lembranças inacabadas,
vinda das palavras de uma boca calada.

          
07.03.2012 - Felipe Rodrigues.

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