Corpos do rio

sábado, dezembro 17, 2011

Fruto




Serpente descendente,
que me oferece fruto.
Com primeira mordida o desfrute.
Da vida, e seu momento absoluto.



Me oferece vida.
Mas mostra-me morte.
Por que, cruel é mordida?
E a cada uma, mais fica ardente.



Nasci, para morrer
conheci, para esquecer
Cresci, parar envelhecer
Vivi para não mais viver.



De você, esbanjei.
De você, gozei
Você, vangloriei
Você, eu prezei.



Disse, um dos grandes
"Sejam iguais as crianças"
É isso que é vetustez?
Pois,serão esquecida as lembranças.



e irei esquecer.
Esquecer tudo que é de vivencia
Será isso "voltar ser petiz?"
Isso que ganho por ter fruto em demasia?


"O sexo,engana a morte.o Sexo propaga vida."
Trindade essa que rege os humanos.
"Se for criança, poderei eu,encontrar Deus e sua morada?"
Anseio por inocência e ingenuidade,diante de medos mundanos.



-Pequeno Bardo e Aprendiz.

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