Até que ponto o
jovem é influenciado pela tecnologia realmente? Ou até mesmo, até onde a
palavra “tecnocentrismo” é aplicada no cotidiano adolescente? São duas
perguntas que nos fazem pensar sobre a presença tecnológica cotidiana, fazendo
uma ponte com o comportamento social dos jovens e que sem duvida precisam ser analisadas
melhor.
Criou-se a crença que se usarmos a internet, aprendemos a se comunicar online,usarmos gadget qualquer e ter uma conta em uma rede social seremos um membro da era tecnológica, e esses fatos em suma, não significam que você está realmente imerso no mundo digital. sua avó que assiste a novela religiosamente todas as noites é mais tecnocêntrica que você. Explico, a vida dele de fato mudou devido ao radio e televisão, a rotina humana foi moldada devido aos panoramas da comunicação e entretenimento que a tecnologia nos proporcionou, nossos pais em diante não, já nascemos com a tecnologia e usa-la se torna um processo natural humano configurado, não é necessário estudar para ligar uma televisão, simplesmente sabemos ligar uma, a geração dos pais de nossos pais que tiveram essa obrigação. Só porque um macaco sabe língua de sinais e colocamos um termo nele não significa que ele pode ser chamado de “homem”, comparando com um adolescente que sabe tirar foto com sua câmera e não conhece termo como “Jpeg.” e etc. Aprendemos a falar, mas não aprendemos como dizer.
Isso não é tecnocentrismo, isso é emular online o comportamento humano e de fato, não são a mesma coisa. A comunicação sim transpõem barreiras e liga o mundo inteiro é sim um fenômeno humano louvável. Mas e depois? Depois que você conversar com um americano com o inglês que você aprendeu nos filmes e jogos? Depois que você criou um blog e disse tudo o que tinha que dizer? Criou uma conta em site de relacionamento para conversar com os amigos que você ira fazer? O que vem depois desse todo network? Nada.
Estamos chegando em uma momento que a informação vai se multiplicar a cada duzentos décimos de segundo, mas quanto dessa informação é útil? De fato acrescenta algo para um individuo pensante? É um ciclo de alienação, ignorância e de “pão e circo”.
Não podemos culpar a internet por bullying, pornografia infantil ou estupidez, estamos emulando a falta do saber humano, a internet é só uma vitima, uma boa ferramenta em mãos de não-tão-boas pessoas com déficit de moral, inteligência e ética. O verdadeiro problema está off-line, na educação seja aquela da família ou social, nas escolas e no trabalho onde os gritos silenciosos estão e precisam da verdadeira informação e conhecer. E não online, onde a vida humana ganhou um estereótipo digital unidimensional.
-Pequeno Bardo e Aprendiz (Felipe Rodrigues)
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