Corpos do rio

domingo, outubro 30, 2011

Chuva na noite do dia 29

Baseado em fatos reais.

A noite era 29 de Outubro de 2011.
 Noite agitada devido à ventania e trovoadas,um céu carregado esperando cair sua aguá pela cidade.Eu, pelo cheiro, contava os minutos. Eu, pelos gritos de Thor via a tempestade chegando. Pela luz, via Zeus e seu poder, e contava os minutos, esperando aquele momento ansiosamente,eu e meus egos, eu e meus pensamentos no ar noturno com seu caos gritante em forma silenciosa mas sem perder  harmonia, eu esperava o fim aquela noite.

Com meus amigos tinha andado no centro da cidade vizinha, falamos muito mas não dizemos nada (e de fato com os outros dois não precisa ser falado para ser dito), percebemos coisas, coisas que só a noite proporciona, a beleza do concreto estanque criava movimento e palavras pelas fotos que tirávamos por pura satisfação contemplativa daquele centro comercial que se encontrava morto, apesar das prostitutas, dos homens trabalhadores e moradores de rua no perfeito ambiente de lodo e nédio o lugar estava morto, e o vento me chama para a solidão,me chamava para meus pensamentos resolvi aceitar então a convocação e me saparei daqueles dois para se fechar em minha meditação, assim esperei a chuva chegar, e ela chegou.E por isso eu agradeci.
"Será que a justiça que tanto pesso está chegando?Será que Zeus e seus raios enfim vão fulminar minha cabeça?Será o fim de mim.De todos?" Era, aquele era o fim, eu desejava os trovões e com meus anseios eles ficavam mais e mais fortes, mais próximos,era uma questão de tempo para o decimo sexto arcano, tudo estava nos seus devidos lugares, eu, as pessoas, o caos e o trovão da justiça.Era o fim,finalmente o fim.
Eis que eu junto a chuva juntos andando resolvo alongar a andança para casa e entrar em uma viela,eu era a única pessoa gozando daquele momento até o final daquela viela onde presenciei um casal no final daquele caminho no gazar da chuva também,chocado tive que parar de longe para observar o que acontecia eis que aconteceu algo tocante em minha depressiva alma, vi uma reconciliação de um moço com uma moça, devia ser a parte final onde selaram o ato com um beijo. Era eu e eles,era eu eles e a chuva,era eu com meus trovões e era eles na chuva,com raios e ventanias, mas não ligavam pelo menos pareciam não ligar, molhados mesmo assim consegui ver lagrimas no rosto que foram secas a traves de caricias e beijos, e pedi que a chuva se acalmasse, pois um mundo tinha acabado aquela noite, não do jeito que esperava mas acabou, enquanto outro recomeçava e um terceiro novo teve um reinicio.
Então sai,deixei aquele casal em seu filme pessoal.Rumei o meu caminho,cantando na chuva. 

                                - Pequeno Bardo e Aprendiz ( Felipe Rodrigues)



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