Corpos do rio

terça-feira, abril 24, 2012

Maze


E nasceu Maria Jose.
Ah! Maria Jose.
seu salto alto
seu batom
sua passarela é o asfalto.
a Maze.
desonesto, e sujo. mas pelo menos é.
No frio o moletom,
Abraços e beijos no edredom.
Maze.
Cheiro forte do perfume adocicado
para esconder o odor do cigarro,
que sai da boca de maze.
Ah maze.
Entre no carro Maze.
Pessoa guerreira Maze,
seu trabalho sua labuta,
Mas escute maze.
é triste viver assim, mas assim é.
O bairro não te quer mais, Maze.
Usou, abusou de você como se fosse puta.
Siga meu coselho, pegue seu melhor vestido vermelho
e vá para nunca voltar Maria,
ou seria Jose?
Ah Maze!!

24.04.2012 - Felipe Rodrigues

2 comentários:

  1. Muito Bom! Me lembra muito Vinícius de Moraes que por vezes utiliza palavras sobre lascívia em seus poemas :B

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  2. Uau. Temos um primeiro comentário aqui senhoras e senhores =D Obrigado =D

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