Corpos do rio

domingo, outubro 23, 2011

Dos filhos do Sol até os filhos da Lua


Dos filhos do Sol até os filhos da Lua.




Sabe-se que o sol teve filhos. Esses eram os elfos , que foram criados com grande maestria e zelo e pela terra eles prosperaram sempre em virtude do astro maior. Assim breve a raça nova se tornava velha comungando da terra com criaturas, outras raças e primeiros homens.
Elfos são eternos, vivem em suas cidadelas em meio silvestre, louros autos e lindo. Porem, esse é um relato dos elfos de segunda raça, os morenos. Dos filhos do sol até os filhos da lua.



A lua teve então
uma idéia
resolvera copiar o irmão

Em período de cheia
aclamou o astro maior
e para ele: “Bem seja minha oferenda como ceia


Venho lhe pedir de cor
com sua permissão
e com o vasto amor

Os meus filhos, dar a criação
Pois como nós dois
A alma, espírito e emoção.

Em ordem, você primo, eu depois.
sua benção
de coroar de mil sois. “


E o sol: “ O irmã radiante
quanto me agrada
tal semblante


Minha amada
Siga em frente
com gloria prateada


Lhe dou a permissão, para sua gente
De aparência igual cria minha
Deixas seu irmão contente.


Pois se reino no tardar e a manha,
Você reinara no poente.
De tamanha

Festa e banquete
Brindar as novidades
brindar o presente
A lua então convocou estrelas
também constelações
Para a ajuda de criar aquelas

Que seriam as criações
Elfos morenos, olhos de prata
herdaram da mãe as emoções.

E a vestimenta,
fora dada pelo astro rei,
A musica saida de flauta

Apresentaram, consciência e lei
também o pensar,
“A fagulha das estrelas” – disse o rei


Você nelas colocarei
Das estrelas o brilho e espírito
Eis o ultimo presente que entregarei”.

E assim foi concluído o rito.

A rainha de prata levou eras para o criar, regada por todo o amor e cuidado em todos os detalhes, o Sol então fora anunciar a chegada dos novos para seus primogênitos.

E o sol disse: “ Meu reino querido
prestem a atenção,
Pois tenho um anunciado
Breve, semelhantes virão
semelhantes, mas da noite
Ei de tratá-los como irmão “

Foi no místico poente
de verão.
Que receberam mais nova gente.

Mais que bela, era a visão
Então, festança e ritual
para o rito de consagração
D’um brilho sem igual.

Os elfos do sol bem receberam de momento os semelhantes, e por muitos séculos viveram em harmonia se misturando e amando os outros.
Porem nem tudo estava bem. Os elfos morenos estavam agora procriando, se multiplicando e dominando a terra.
Então um elfo do Sol, de uma pequena cidadela à sudeste não estava alegre e não concordava com o fato, Convocou o Astro maior para um aviso :

“como ousa pai?
E descuida
de nossa soberania, qual cai.

Esqueceu de era passada?
De nossa gloria.
Irei numa cavalgada.

Destruir semelhança ímpia
Usando escudo e espada,
Vir acabar com segunda cria.

Anunciado está a caçada
Não lhe peço permissão
Nas mortes dessa  estrada.”

Teve de imediato o inicio desse ato covarde, o elfo e sua carnificina. A ganância lhe cegou, o que fez-lo cometer atrocidades, matando elfos até do próprio gene.
A lua então em amargura e profundo sofrimento disse ao irmão:

“Primogênito, me diz
O por que disto?
Não lhe alegrou o presente que fiz ?

Olhe para meu rosto
O que enxerga
lhe dá gosto?

Minha tristeza de tamanha carga
Foi você que ordenou?
Ou nega?

Você minha cria condenou.”

E o Sol em defesa:

“Irmã, na me culpe, desse fato.
É triste
Mas não fora eu que ordenei o ato

Minha cria foi quem foste
Lhe trouxe raiva feroz,

acabou com a noite


Triste ato atroz
não tenho controle
Nem da raça feroz.

Não duvide de minha prole
Não tenho controle no livre-arbítrio
Nem do ato repugnante daquele.

Não me condene repito
só me resta a cala.
A tristeza também sinto.


Ouça quem te fala.”

E a lua respondeu:

“Irmão, se poupe de palavra,
Basta.
Aqui nossa relação crava

Junto com o fim de minha casta
Donde do povo só sobre o seu
agora aparta.


Nunca mais dividiremos mesmo véu
Sem mais o viver ameno
Nem reinaremos no mesmo céu


O sofrimento agora é eterno.”

E então nasceu o dia e a noite como conhecemos, pois naquele tempo era diferente.
A lua acabada, resolveu recomeçar, mesmo o Sol não tendo culpa ele nunca fora absorvido pela irmã....
Naquele dia, Logo após o massacre, a lua desceu a terra e viu uma pequena bebe elfo, e resolvera mandar ela para o reino dos homens comuns, pois um dia ela reinaria e o seu reinar seria prospero. Não se sabe, mas as palavras dela foram mais ou menos assim...

“Oh! Pobre cria.
Vejo esperança
e lhe ver cria bela viva, alegria.

Salve sejam os maiores astros em sua dança
Que permitiram um milagre,
Você será o recomeçar da raça


Que reinar belo gere
Ira com os comuns crescer
e prospere


No mundo comum, Novo nascer.
Entre aqueles humanos
Um dia você irá me agradecer

Boa sorte no mundano.”

A menina nasceu de um novo ventre humano, cresceu e sua beleza logo luziu, sempre feliz dentre os humildes cresceu em um vilarejo pobre que com a presença dela tudo fico mais rico. E sua beleza virou lenda, muitos Bardos dos melhores a piores que viveram e viram tentaram rimar sobre, mas quase nenhum conseguiu. Compor e comparar a beleza com a escrita, Foram todos escritos perdidos de antigo mundo, curiosamente foi achado dois, um de um pescador:

O  que é você, divindade encarnada
Uma rainha encarnada ?
Fada? Que qualquer homem, do simples ao rei
está fadado a se apaixonar
Avatar de beleza,
Um bravo cavalheiro e sua destreza
Merece do seu sorriso
Cabelos negros mais densos que noite,lisos
sou ímpio
Para ver seu reinar
Com lírio.
Oh! A cantar.
Perto do rio, que com sua voz a água fica mais doce
fico contente pois antes de padecer
Vejo você, Elfa
Seu nome não sei.
Não ouso em perguntar
Agora  a morte pode me ceifar
Pois, já tive o maior dos sonhos.
Proporcionado pelo senhor do sono.
Sé é alucinação ou se estou a dormir?
Talvez. Observo-te de longe a sentar
O ser mais belo, em contraste com o luar.

E também outro, esse não se sabe de quem ou de que:

Ser de relva,
Passei por selvas
Florestas.
Por uma elfa

Viajei,
velejei
milhas andei,
até que encontrei
Acredite, ela era a pura beleza
Uma leveza
em sua ternura pureza
Eu vi a mais bela filha da natureza.

Foi quando vi quando cheguei no mes junino
Traços finos
Nem moço nem menino
merecem aceno.

Parece exagero
no meu contar
e no seu ler
ainda estou anestesiado
que não consigo melhor contado.

Paro por aqui.


Esses dois textos foram encontrados, mas não são do melhores, infelizmente foi a lenda e esses dois que sobraram, o falar, bardos e druidas contam essa historia e a mantêm viva, você pode até ter gostado da historia ou dos versos apresentados para ela, mas acreditem que nem chega perto da imagem, acreditem eu sei. Eu estava lá.
                          Por : Pequeno Bardo e Aprendiz. (Felipe Rodrigues





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